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Calçada Marquês de Tancos, mista sobre papel, 20 x 26 cm, 1951

Carlos Botelho

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Ilustrador, decorador, autor de banda desenhada e pintor, referência do Modernismo em Portugal. Apesar de manter alguma actividade artística na sua juventude, publicando banda desenhada e colaborando assiduamente com alguns periódicos, Botelho ingressa na Escolade Belas-Artes de Lisboa apenas aos trinta anos, desistindo um ano depois, descontente com o ensino académico de pendor clássico. Parte então para Paris, onde estuda na Academia Chaumière e na Academia Colarossi. Expõe no Salão dos Independentes de Lisboa em 1930. Ao longo da década de 30, publica os seus trabalhos em revistas como a Turismo, Notícias Ilustrado, Crónica Ilustrada, Domingo Ilustrado ou ABC. Em 1933 foi assistente de realização de Cotinelli Telmo no filme A Canção de Lisboa. Em 1939 passa um largo período nos Estados Unidos da América, integrando a equipa de decoradores dos pavilhões portugueses das exposições internacionais de Nova Iorque e São Francisco. No ano seguinte colabora na Exposição do Mundo Português e é agraciado com o prémio Columbano. Ao longo da sua carreira participou em numerosas exposições nacionais e internacionais, realçando-se as distinções que ganhou na primeira e terceira edições da Bienal de São Paulo, no Brasil (1951 e 1955). Como pintor, foi como retratista da sua Lisboa natal que mais se distinguiu. O seu atelier na Costa do Castelo, onde trabalhou desde 1930, proporcionou-lhe a inspiração para captar as cores e a luminosidade que caracterizam a capital portuguesa. A Câmara Municipal de Lisboa atribui, desde 1989, um prémio com o seu nome para a melhor pintura sobre a cidade.