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Queda de um Anjo em Seide, acrílico sobre tela, 100 x 130 cm
Maria Moisés, acrílico sobre tela, 100 x 130 cm
Advertência, acrílico sobre tela, 100 x 130 cm

Martinho Dias

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MARTINHO DIAS nasceu em Covelas, Trofa, em 1968, onde reside e trabalha.
Em 1996 terminou a Licenciatura em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes do Porto. Expõe desde 1995, tendo realizado até à data diversas exposições individuais e colectivas, destacando-se, entre as mais recentes:
2008 – Galeria O RASTRO, Figueira da Foz; “arte x arte” – Bogotá08, Bogotá, Colômbia; 2007 – ‘Pinturas Escritas’ – Museu Santos Rocha, Figueira da Foz; “Aplauso”, pintura, Galeria São Bento, Lisboa; 6ª Feira Internacional ARTELisboa, FIL, pela Galeria António Prates, Lisboa II Feira Internacional artMADRID, pela Galeria António Prates, Madrid, Espanha; 2006 – “Aplauso”, pintura, Galeria Cañizares, Salvador / Bahia, Brasil; Espaço MERCADO DAS ARTES, Porto; 2005 – IMAGENS PROJECTADAS # INSTALAÇÕES/ “Pinturas Escritas” – juntamente com Vítor Rua, Nuno Rebelo, Phill Niblock, entre outros, Casa d’Os Dias da Água, Lisboa.
Alguns prémios e distinções: 2007 – 1º Prémio, ‘Corpo em Expressão’, Espaço SERVARTES, Porto; 2002 – Menção Honrosa na “II Bienal de Pintura”, Penafiel; 2000 – Menção Honrosa na “I Bienal de Pintura”, Penafiel;

A obra plástica de Martinho Dias move-se, sobretudo, num criticismo social e político dentro de uma realidade contemporânea. Ele desdobra esta realidade, que nos é comum, através de uma forma sugestiva, sugerida. Privilegia padrões de informação recolhendo fotografias dos meios de comunicação como jornais, revistas ou imagens televisivas. De forma criteriosa, serve-se desses seus “modelos” para a realização de composições pictóricas, substrato das representações de figuras e corpos da sua pintura, encarados como uma inevitabilidade do quotidiano.
A série de pinturas Diálogos e Monólogos, que agora se apresenta, evocam instantes ou mesmo realidades eternamente provisórias, do indivíduo na sociedade. Os “diálogos” acontecem no espaço da própria tela. Os “monólogos” vêm depois.
Numa sociedade de “diálogo ao mais alto nível” não há lugar para os níveis “inferiores” transformando, deste modo, os mediáticos “diálogos” em ridículos “monólogos”.
Tocando a ironia, o cinismo ou o paradoxo, o exímio domínio técnico da obra de Martinho Dias transporta-nos para além da própria pintura, para legítimas e diferentes realidades vivenciais, bem como para um mundo em trânsito, mesmo que involuntariamente.
Gianni Zanieri