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Sem titulo, tecnica mista sobre papel, 70 x 50 cm
Triangulos, tinta spray sobre cartolina, 58,5 x 50 cm, 1980

Eduardo Nery

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Nasceu na Figueira da Foz, em 1938. Estudou Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Apesar da formação nessa área, a sua diversificada obra passa também pelo desenho, colagem, gravura, tapeçaria, vitral, fotografia, mosaico e azulejaria, sendo um dos artistas plásticos contemporâneos com maior intervenção ao nível de arte pública. Está representado em numerosos museus portugueses e, em alguns, estrangeiros, tendo os seus trabalhos sido difundidos em inúmeras exposições individuais e colectivas. Quando da sua estadia em Paris (1959), interessou-se por obras de carácter abstracto, desenvolvendo na altura conhecimentos em tapeçaria e pintura, numa gramática próxima da Op Art, isto é, produtora de efeitos ópticos, corrente de que foi um dos introdutores em Portugal.

Neste contexto, o geometrismo a que se presta o azulejo, não podia deixar de o interessar, desenvolvendo, a partir de azulejo único, painéis caracterizados por complexas isometrias, que permitem inúmeras combinações, como acontece, por exemplo, no Centro de Sáude de Mértola (1981) e na Estação da Refer/CP de Contumil (1994). Noutros casos, criou interessantes jogos de ritmos de cor e luz, com azulejos lisos industriais, como no Viaduto da Infante Santo (2001). Noutros ainda, desmultiplica a figuração humana segundo orientações verticais, oblíquas e horizantais, em intricados “puzzles”, que na sua remontagem resultam em imagens híbridas, fragmentadas, que surpreendem pela sua ironia e efeito plástico, como na Estação do Campo Grande, do Metropolitano de Lisboa (1992).

Muitos outros trabalhos podem ser referidos, só para citar alguns, em Lisboa: no Museu da Água da EPAL (1987); no interior da sede do Banco BNC (1993); na sede da Associação Nacional das Farmácias (1995); no Viaduto da 2ª Circular, no Campo Grande (1998); na Estação da Refer/CP de Campolide (1999). No estrangeiro tem um painel no Aeroporto de Macau (1995). Recebeu diversos prémios e distinções, entre os quais, o Prémio Municipal «Jorge Colaço» de Azulejaria (Câmara Municipal de Lisboa), nos anos de 1987, 1991, 1992 e 1995.